Something like a warm heart

It’s a freezing evening in Liverpool, I had to change my path for a moment to buy some food and then I saw what I thought it was my worst nightmare, I saw THEM.

Going up to Sainsbury’s to buy some veggie mince and red wine, dark evening, then I saw those blue pair of vans and your hidden face with a coat and your glasses. I saw then that person I was so afraid of seeing right next to you, didn’t pay attention on her face, just could see that fluffy and messy hair, all so messy and like a big crown on that head.

Nothing else mattered at that moment, I just wanted to carry on with my shopping and then see my friend, that warm and cold heart that always supports me and cheers me up with some sweet and nasty words. I just wanted to keep on smiling and not thinking about what I had just seen.

Then I threw back to December last year, and then January and then February this year, which were the months I had everything and plus your arms around me, and that’s all I cared about, but this year, December is different. It feels like a thousand knives in my chest, slowly, patiently destroying every fragment and veins that still exist running my blood all over my body. I felt everything at once but then I was still smiling.

It’s just not a fake smile anymore, I actually can feel some happiness inside of me.

I had a nice dinner at my friend’s house, played games, laughed out loud, good talking, great smiles, great moments.

Came back home and felt that cold again, and then I realized it was not just me. And after that all I still have a bed as warm as my body.

I saw that woman, seating in front of Tesco, freezing, cold wind, cold evening.

Came upstairs, made a nice cup of hot chocolate, very sweet, all the sweetness I could put into it, got my scarf, went back downstairs, crossed the street. Gave it to her.

“Awwww thank you, it’s so lovely, listen, when I finish, I’ll put the mug at your door for you.”

She was still worried of giving the mug back to me and she doesn’t even know me, but she was so greatful that it made my heart even warmer than it already is. And I said:

-Don’t worry, you can keep it.

“You sure?”

-Yeah, just enjoy some hot chocolate, it’s a cold night, have a good one.

Came back upstairs and my mind was already asking me to write about it.

It was a tough night, it was. But I’ve got my warm heart still inside of me…

And someone has got its sweetness in a mug with hot chocolate on a freezing evening.

Don’t worry about how cold some hearts can be, and how worthless people can be. Some of them won’t pay attention to your heart anymore and will decide to carry on with any ramdon little thing.

Don’t be anyone’s “distraction”.

Distraction means you’re the sweetest downfall that someone can’t handle because you warmed their hearts too much so they could see stars everywhere.

“It’s not about what the world brings to you, it’s about what you bring to it.” – Anne With An E

Live now.

Give your sweetness to people who are not too distracted by you.

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I don’t like you

I like you, I like you.

But I don’t like you anymore.

I gave you my heart, my sweet heart,

the sweetest one you’ve ever seen,

the sweetest one you’ve ever felt.

I like you, I like you.

But I don’t like you anymore.

I gave you everything, my everything,

my honesty, my loyalty, my sweetness.

I gave you myself, the way I am and then I failed,

I failed and I failed, and I failed again.

I didn’t want pitty, I wanted the truth.

You gave me the truth when there were no tears left, when the sweetness was asleep.

I liked you, I liked you…

But I don’t feel it anymore.

I feel numbness, I feel painless, I feel nothing.

I feel everything and then nothing, and nothing…

And then nothing again.

You liked me, you liked me,

but you don’t like me anymore.

And I don’t want you anymore.

We liked it, we liked it, but we don’t have it anymore.

We have it, we have it, but you don’t want it anymore.

You just don’t.

You don’t like me anymore.

You just won’t.

You won’t have it anymore.

No sweetness, no truth, no light.

As you don’t have me anymore.

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self sabotage

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So let’s talk about a possible self sabotage with myself and how am I supposed to know I am doing this?
I can’t, right? Unless I realize I can feel nothing, nothing at all after opening myself up.
I am so tired of not saying stuff and now I am saying everything, I’d rather saying everything I am feeling and being genuine than holding this all in my heart or pretending I don’t have one, which is even worse.
But that’s not the self sabotage part I am talking about, that’s about being honest only.
Self sabotage is something that I am trying to write about at this very moment and just can’t put words through, and when am I not able to write about something at all?

That’s the thing! I am always able to write about everything, I am better at writing than talking most of the times.
Whenever I feel sad, happy or angry or that need to just write a poetry because those beautiful words want to come out all together.

But how come I feel nothing at all?
Am I doing this to myself?

I feel just nothing at all. Sometimes sadness, mostly nothing.
Why did I give my heart like this when I held myself back so many times?
Now that I did, it doesn’t matter anymore.
I did, just did.
Why am I the forgotten and cannot be one of the lucky forgetful ones?

“Blessed are the forgetful, for they get the better even of their blunders.”

I hope I can just feel anything at all again soon…

Sobre os lutos do coração.

A sensação amarga de não ter alguém que ainda está vivo é comparável com a sensação de perder alguém para sempre, ou a tal chamada morte.
Ah, a morte, ela corta o rosto com lágrimas salgadas, ela congela os olhos nos pensamentos mais nostálgicos e vulneráveis, ela traz aquela dor de saber que, pelo resto da sua vida, você não vai ter mais a oportunidade de ver ou abraçar aquelas pessoas.
Esse conjunto de sensações se resume à um sentimento em específico: o desespero!

Mas e a dor da falta daqueles que ainda estão aqui? Como lidar com esse luto?
Eu os chamo de lutos do coração.

Resolvi, depois de sete meses abrir meu coração, não mais para meus amigos íntimos ou para a lua, mas para a pessoa que escolhi entregar depois de muita luta, uma parte dele naquela manhã gelada em York, quando acordei e pensei – eu realmente gusto de você. No momento em que olhei um par de olhos castanhos abrindo ao mesmo tempo que os meus, na mesma sintonia, ouvindo o mesmo barulho silencioso do vento lá fora.

Depois de muito ouvir meu coração gritando por sinceridade, e muitos amigos dizendo “fala com ele”, eu resolvi então falar. E falei!
Foi como soltar o ar depois de prender por quase dois minutos, foi como engolir o orgulho e a frieza que tive que envolver meu corpo e alma.
Depois da escuridão, da tristeza sem fim, das lágrimas de verão, veio a clareza de novo e junto com a clareza, virei luz finalmente.

Junto com as palavras que saíram da minha boca, veio todo o meu sentimento e tentei foi luz e verdade sempre. Sem medo, apenas a sinceridade que me aliviaria o coração, apenas a verdade. No entanto, como o esperado e ao mesmo tempo não, a resposta foi a padrão – ‘estou focado em outras coisas, não quero distração’.

Eu voltei pra casa, chorei por alguns minutos e isso me anestesiou. Me senti apática, entorpecida, sem sentimentos e uma tristeza lá no fundo, misturada com alívio.

Eram 4:30 da manhã, despertei olhando para o teto, a luz fraca azul ao fim do meu quarto refletindo cada sombra ali existente, meus olhos buscavam por qualquer coisa que não me desse aquele impulso que segurei, mas vomitei o choro do luto. Ele saiu quebrando meu peito, rasgando minha pele, desesperando minha mente de saudade e tristeza, me perguntava – como vou naquele lugar sem esperança, como vou caminhar sem esperança, como vou respirar sem esperança, como vou te olhar sem esperança. Daí levantei, tomei um banho, deixei a água escorrer pelo meu rosto e meu corpo e percebi que meu maior medo foi, na realidade perder a esperança.

O luto do coração pelas pessoas vivas não é o luto de não poder voltar a ver ou abraçar aqueles que entregamos um pedaço do coração. O luto das pessoas vivas é perder a esperança.
É ter que pegar um ‘presente’ seu, aquele pedaço do seu coração de volta e encaixar de novo, e esse encaixe é um processo doloroso.

Entregar o coração é intenso, é livre, é uma sensação linda e única. Pegar esse pedaço de volta e guardar é uma das maiores dores que podem existir.

É como dar um presente que você buscou com tanto carinho, tempo e afeto e te devolverem esse presente como se ele não tivesse significado nada, mesmo você sabendo que por um momento, ele significou algo.

A dor continua e o processo de colar esse pedaço ainda está em andamento.
Pode ser que dure dias, mais alguns meses, eu não sei. Apenas espero que seja breve.

Eu passei 10 anos em um relacionamento em que não pude ser eu mesma, não pude dizer coisas gratuitamente, não pude relevar minhas vontades e isso me bloqueou, me bloqueou quando finalmente eu conheci alguém que com quem eu poderia ser eu mesma, eu falhei. Eu tive medo, eu não sabia lidar com a liberdade que sempre busquei.

Eu não conseguia falar!

E agora, sou apenas grata por poder falar, pela minha sinceridade com as pessoas e comigo mesma, com a sinceridade que tenho com relação aos meus sentimentos.

Eu sou a liberdade, e vou conviver com ela da minha maneira.

Mais uma vez, eu entreguei meu coração e fiz o que podia. Mas as pessoas têm suas escolhas. Elas são livres assim como eu.

O medo passou e eu acabei de enterrar a esperança. É como diz o livro – The Hunger Games:

“Hope is the only thing stronger than fear.”

No momento em que perdi o medo, com ele foi a esperança.

A esperança morre sim e depois você levanta e espera por você mesmo, ela nasce de novo, bem ali, naquele coração que você juntou novamente.

‘E essa abstinência uma hora vai passar.’

Time.

Time does not make a difference when something is real.
Time makes it less painful.
Time does not heal things.
Time is an illusion.

I asked myself not to hurt, my body and soul are trying to work together on this matter, I feel a bit anesthetized, but I still feel real.
I slept with my pain, it was inside of me, it made me cry in the middle of the night and so I went back to my weird dreams, the ones I pretended I didn’t have, the ones I see through those eyes.
The fact that I am feeling all myself out of me is good though, it feels numb and I like this feeling. Nothing is making much sense in my head now.
I had promised myself I would give my heart and I did, I just didn’t want to hear anything after I said it and, as usual, I took too long again. Bad timing, is it how we say it, isn’t it? So we are again talking about time, aren’t we?
I just wanted to feel real and I do, those words came out of my heart finally and I held up my usual tears until the end, I didn’t act like a blender without a cover, that’s usually how my heart works. It melts my tears when I take emotions and feelings out.

Probably my time goes slower than others time.

Probably my heart goes slower than the other hearts.

Hourglass